Conexões Imobiliárias – O mercado imobiliário e o cenário econômico brasileiro
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Conexões Imobiliárias – O mercado imobiliário e o cenário econômico brasileiro

O intuito desta coluna é fazer um contraponto dos pontos de vista de especialistas do setor imobiliário a nível nacional com referências do mercado regional, buscando uma troca de informações construtiva, capaz de gerar insights interessantes para o mercado santamariense.

Nessa edição, a Noro Imóveis entrevistou Denilson Novelli (à esquerda na imagem acima), gerente de ambientes digitais da Tecnisa, e Giancarlo Castagna (à direita), sócio da GR Incorporadora. São perguntas sobre crise econômica, preço de imóveis e as expectativas para o futuro. Confira:

Noro Imóveis: Como vocês acreditam que a crise econômica afeta o mercado imobiliário?

DENILSON: O imóvel trata-se de um bem de altíssimo valor - para a grande maioria das pessoas, trata-se do bem mais caro a ser adquirido ao longo do vida - sem dúvida, uma crise econômica impacta diretamente este mercado, quando o consumidor passa a ter receio da dívida do financiamento bancário, seja por quem já perdeu o emprego ou por quem vive esta indefinição.

Além disso, o endurecimento no critério de aprovação de crédito e a mudança de regra para financiamento, somam à crise econômica, na diminuição de procura por imóvel e velocidade de venda.

GIAN: Serve como uma peneira, os produtos que foram melhor pensados e trabalhados seguem tendo liquidez, porém com menor velocidade de venda.

NI: Então eis a pergunta que não quer calar: os preços dos imóveis devem baixar?

D: Sim, em função de ajuste oferta x demanda. O mercado nunca havia colocado tantas unidades à venda, como nos últimos 4 anos, em função do bom momento econômico no Brasil. Com a crise, a demanda diminuiu, o que faz com que o mercado tenha que lidar com grande quantidade de estoque de imóveis prontos ou na eminência de entregar.

G: Os preços talvez não, o que ocorre é que algumas empresas evitam repassar o reajuste (inflação) de INCC para os imóveis em construção. Também existem possibilidades mais flexíveis de negociação.

NI: E 2015, é o ano do comprador?

D: Sim. Como em qualquer outro investimento, momentos de baixa são oportunidades de compra.

G: Pode-se dizer que sim.

NI: Como as incorporadoras estão trabalhando para eliminar seus estoques e potencializar suas vendas de produtos em construção?

D: Nesse momento, ofertas dirigidas e parceiros comerciais especializados fazem a diferença.

G: Não repassando a inflação e sendo mais flexíveis.

NI: Os ambientes digitais, como ferramenta de marketing, podem colaborar de que maneira para enfrentar este período de recessão?

D: A internet vem ganhando força a cada ano. Na Tecnisa, começamos a usá-la como canal de vendas e relacionamento ainda em 2001. Hoje, 43% do volume de vendas da empresa ocorrem por meios digitais.

Do ponto de vista da comunicação, a internet ainda possui custos atrativos em relação à mídias tradicionais e alto poder de segmentação, o que pode otimizar muito o budget da campanha. Uma presença digital hoje é obrigatória, seja para um corretor, empresa de vendas ou uma incorporadora.

G: Passar mensagens positivas e lembrar os clientes sobre o produto.

NI: Você poderia citar alguns exemplos?

D: Campanhas de links patrocinados no Google ou posts promovidos no Facebook são algumas das mídias mais utilizadas atualmente. Em tempos de recessão ganham mais força, pois são pagos pela performance, ou seja, cliques obtidos. E também podem ter limite de orçamento estabelecido.

Mas, nem todas as ações precisam ser pagas. Ter um bom site (mesmo em plataforma grátis, como o WIX, que já conta com arquitetura responsiva para o site ficar adequado à acesso por smartphones) e posicioná-lo em buscas orgânicas é o primeiro passo. Pois não adianta fazer campanha se o local onde você levará seu potencial cliente, não está adequado para atendê-lo.

G: “No Scenarium você pode assistir do desfile de 07 de setembro da sua sacada”.

NI: A crise pode ajudar o mercado imobiliário a olhar para os ambientes digitais como uma oportunidade interessante para a geração de novos negócios?

D: Quem ainda não começou, está atrasado. Contudo, nunca é tarde para começar. Sim, sem dúvida, a crise deve impulsionar o aumento do uso de meios digitais para ser mais assertivo em campanhas, poder mensurar melhor o investimento feito e, em geral, utilizar um meio de mídia mais barato.

G: Sim, pois investimento de mídia é mais barato.

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